Por Que A Criminalização Do Aborto Mata Mais Mulheres N

21 Mar 2019 11:09
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<p>Mulheres negras t&ecirc;m duas vezes e meia mais chances de morrer durante um aborto do que as mulheres brancas. Provenientes da classes sociais mais pobres, elas costumam n&atilde;o ter condi&ccedil;&otilde;es financeiras pra pagar por um procedimento seguro e recorrem a m&eacute;todos caseiros com maiores riscos de complica&ccedil;&otilde;es. E diante de um aborto mal sucedido, estudos revelam que elas t&ecirc;m superior contrariedade no acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o que se intensifica o risco &agrave; vida dessas mulheres.</p>

<p>As rotas que levam as mulheres negras a isto s&atilde;o muitos. Na atualidade, o aborto provocado &eacute; considerado crime previsto nos postagens 124 a 128 do C&oacute;digo Penal Brasileiro e pune em tal grau a gestante como os profissionais que fazem o procedimento. O &uacute;nico tipo de aborto provocado previsto em lei &eacute; em caso de estupro ou de tra&ccedil;o &agrave; vida da mulher - mas mesmo nesses casos h&aacute; obst&aacute;culos burocr&aacute;ticos que desencorajam a pr&aacute;tica. Outro fator que explica a mortalidade maior entre as mulheres negras &eacute; o epis&oacute;dio de elas abortarem mais. Maria do Carmo Leal, Silvana Granado Nogueira da Gama e Cynthia Braga da Cunha no estudo &quot;Desigualdades raciais, sociodemogr&aacute;ficas e pela assist&ecirc;ncia ao pr&eacute;-natal e ao parto&quot;.</p>

<p>Outra poss&iacute;vel defini&ccedil;&atilde;o &eacute; fato de as mulheres pobres e negras ainda terem menos acesso a op&ccedil;&otilde;es de m&eacute;todos contraceptivos, segundo Greice Menezes, pesquisadora do Programa Integrado em G&ecirc;nero e Sa&uacute;de (Musa) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O grau de dica sobre o assunto educa&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; muito deficiente nas periferias do pa&iacute;s, onde est&aacute; extenso quota da popula&ccedil;&atilde;o negra. O Programa de Duelo ao Racismo Institucional (PCRI) define esse tipo de distin&ccedil;&atilde;o como &quot;o fracasso das corpora&ccedil;&otilde;es e corpora&ccedil;&otilde;es em prover um servi&ccedil;o profissional e adequado &agrave;s pessoas em virtude de sua cor, cultura, origem racial ou &eacute;tnica&quot;.</p>

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<p>O documento explica que ele se manifesta em normas, pr&aacute;ticas e comportamentos discriminat&oacute;rios adotados, em uma atitude que combina estere&oacute;tipos racistas, aus&ecirc;ncia de aten&ccedil;&atilde;o e ignor&acirc;ncia. Ou seja, o racismo n&atilde;o aparece de modo deliberada, mas de modo velada nas engrenagens das empresas e rela&ccedil;&otilde;es. Emanuelle Go&eacute;s, doutoranda em sa&uacute;de p&uacute;blica na UFBA e coordenadora de sa&uacute;de do Odara Instituto da Mulher Negra.</p>

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<p>Os n&uacute;meros sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o negra no geral embasa essa constata&ccedil;&atilde;o. A Busca Nacional de Sa&uacute;de (PNS) de 2015, a primeira a fazer o recorte por ra&ccedil;a e cor, mostra que essa popula&ccedil;&atilde;o tem desvantagens em quase todos os requisitos pesquisados. Entre a popula&ccedil;&atilde;o branca atendida, 9,5% saem do servi&ccedil;o de sa&uacute;de com a compreens&atilde;o de que foram discriminadas.</p>

<p>O percentual sobe para 11,9% entre pretos e 11,9% pardos - a soma dos dois grupos representa a popula&ccedil;&atilde;o negra, segundo a descri&ccedil;&atilde;o do IBGE. Elas bem como t&ecirc;m menos acesso a planos de sa&uacute;de e a interna&ccedil;&otilde;es, Dos Melhores Mestrado Em Humanidades (M.A) In Germany 2018 menos m&eacute;dicos e dentistas, t&ecirc;m mais dengue, s&atilde;o v&iacute;timas em maior propor&ccedil;&atilde;o de acidentes de tr&acirc;nsito e servi&ccedil;o e de viol&ecirc;ncias e agress&otilde;es.</p>

<p>Este menor acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de impactam pela mortalidade das mulheres negras. Os n&uacute;meros do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de demonstram que durante o tempo que o n&uacute;mero de casos de mortalidade materna (&oacute;bitos durante e logo ap&oacute;s a gesta&ccedil;&atilde;o e adiciona abortos) cai entre as mulheres brancas, ele sobre isto entre as negras. Em 2007, 62.503 mulheres morreram em result&acirc;ncia da gesta&ccedil;&atilde;o, sendo 45,5% brancas e 46% negras (soma de pretas e pardas). Em 2016, o n&uacute;mero de mortes registradas foi de 64.265, 41% de brancas e 53% de negras.</p>

<p> Instituto De Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Da Universidade De S&atilde;o Paulo , o n&uacute;mero de mulheres que morrem em consequ&ecirc;ncia de uma gesta&ccedil;&atilde;o subiu, mas a condi&ccedil;&atilde;o da parcela branca melhorou, durante o tempo que a da negra s&oacute; piorou. As Entramos Em Contato Com Ele causas destas mortes s&atilde;o hipertens&atilde;o e hemorragia. Um estudo da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz mostra que quase um ter&ccedil;o das pardas e negras n&atilde;o conseguiram atendimento no primeiro hospital ou maternidade que procuraram.</p>

<p>Um caso de morte materna d&aacute; pistas como o racismo institucional atua pela aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da mulher. &Agrave;s 14h do domingo, ela foi medicada com dipirona pra dor de cabe&ccedil;a e colocada no soro. Em seguida, teve uma convuls&atilde;o por eclampsia, que &eacute; causada gra&ccedil;as a press&atilde;o alta, e foi enfim levada pro centro cir&uacute;rgico para realizar uma ces&aacute;ria.</p>

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